domingo, 11 de agosto de 2013

sábado, 10 de agosto de 2013

Imperdível



A instrumentista escocesa Evelyn Glennie tocou com estrelas como Björk. Já participou de shows de astros como Elton John e Sting. Em palco diametralmente oposto ao universo pop, é aclamada por alguns dos principais maestros da atualidade e acompanha consagradas orquestras.

Evelyn, de 48 anos, é mesmo especial: ela não ouve. Desde criança, desenvolveu talento para captar corporalmente as vibrações sonoras e transformá-las em música. “Vejo o meu corpo como um grande ouvido”, resume. A deficiência auditiva não representa empecilho para ela.

Dia 20, a percussionista vai tocar pela primeira vez em Belo Horizonte. Ela fará concerto solo no Teatro Bradesco, depois de se apresentar com a Orquestra da USP, em São Paulo. A escocesa chega ao país cercada de expectativas.


Dia 20, às 20h. Teatro Bradesco, Rua da Bahia, 2.244, Centro. Ingressos: R$ 50 (inteira). Informações: (31) 3516-1360.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Vitória histórica


80% da Conferência das Pessoas com Deficiência apoiam Escolas Bilíngues para Surdos e 70% reprovam política de inclusão conservadora da Secadi.

Veja AQUI a reportagem completa

domingo, 9 de dezembro de 2012

Pinacoteca lança videoguia sobre obras para surdos


Os contornos da escultura de bronze "Guanabara", de uma mulher deitada, ganharam novos sentidos para a professora Luana Nascimento Figueiredo, 27, em visita à Pinacoteca. "Agora entendi o que inspirou o artista Alfredo Ceschiatti [1918-89]. Reparei nas curvas que representam o corpo de uma índia. Me lembrei do Pão do Açúcar, de quando fui para o Rio."

Luana tem surdez profunda e não ouve nem com a ajuda de aparelhos. Assim, nunca pôde usar audioguias, comuns em museus. Na semana passada, porém, ela esteve na Pinacoteca e testou o videoguia que o local lança hoje (9/12/2012), em que uma intérprete explica obras em Libras (Língua Brasileira de Sinais).

No videoguia, há a descrição de 17 obras do acervo, como "O Mestiço", de Cândido Portinari, e "O Importuno", de Almeida Junior. O equipamento, chamado Orpheu e importado da França, pode ser retirado gratuitamente na recepção do museu.

"A primeira forma de comunicação dos surdos é em Libras e depois em português. Para oferecer acessibilidade, é preciso estimular os outros sentidos com o objetivo de compreender a arte", afirma Amanda Tojal, 57, coordenadora do Programa Educativo para Públicos Especiais do museu.

Além da Pinacoteca, outros endereços oferecem opções para deficientes físicos, auditivos e visuais, uma parcela da população que está crescendo. O número de pessoas com algum tipo de deficiência quase dobrou no país em uma década. Em 2000, eram 24,5 milhões, e em 2010, 45,6 milhões, segundo o IBGE. Na capital paulista, são 2,7 milhões, que somam cerca de 25% da população da capital.

"Com o aumento da expectativa de vida, o envelhecimento pode acarretar perda de visão, audição e locomoção. Nos centros urbanos, a violência também pode causar danos físicos", diz Cláudia Cotes, 44, da ONG Vez da Voz e uma das autoras do "Guia de Acessibilidade Cultural" (www.acessibilidadecultural.com.br ).

O Itaú Cultural estreou seu videoguia em Libras em setembro --iPads e iPods trazem vídeo em que surdos percorrem o espaço descrevendo obras.
"Para um surdo, ir ao museu pode ser muito chato porque vejo as obras, mas não entendo o significado. Às vezes, há um texto. Compreendo alguma coisa, mas minha primeira língua é Libras", disse Felipe Nicasttro Correia da Silva, 23, assistente-administrativo, ao visitar o local no mês passado.

Já no Museu de Microbiologia, do Instituto Butantan, o desafio foi tornar micro-organismos visíveis para cegos. O programa MicroToque, aberto em outubro, oferece modelos tridimensionais de vírus, bactérias e outros.

Se algumas instituições investem em recursos, boa parte nem deu o primeiro passo. "Embora tenha aumentado, mais da metade dos museus de São Paulo não oferece acessibilidade", afirma Viviane Sarraf, 34, diretora da Museus Acessíveis, que presta consultoria a equipamentos culturais.

A questão financeira, diz, é a maior barreira. Para gravar conteúdo no audioguia ou no videoguia, o custo varia de R$ 3.500 a R$ 12 mil. Mudanças estruturais num prédio são mais caras, ainda mais se o imóvel for tombado.
No Museu Paulista, conhecido como Museu do Ipiranga, não há acesso para cadeirantes por elevador ou rampa. O projeto de reforma arquitetônica é prometido ainda para este ano. "Como o edifício é tombado, é necessário um estudo para preservar sua estrutura, de 120 anos", explica Sheila Walbe Ornestein, diretora do museu. Depois, o projeto deverá ser aprovado nos órgãos de defesa do patrimônio: Conpresp (municipal), Condephaat (estadual) e Iphan (federal).

Eventos esportivos podem dar um empurrãozinho. "Um dos principais legados que os museus deverão constituir com eventos como a Copa é a completa adequação para o atendimento de todos os públicos. Vários recursos já são pensados nessa direção", diz o secretário estadual da Cultura, Marcelo Araujo. Com isso, a Casa das Rosas deverá ganhar uma rampa e o Museu Afro Brasil, audioguia e videoguia.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Prolibras


O Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, através da Comissão Permanente do Vestibular - COPERVE, declara que estarão abertas até o dia 05 de dezembro de 2012, as inscrições para a sexta edição do Exame Nacional para Certificação de Proficiência no uso e no ensino da Libras e para Certificação de Proficiência na tradução e interpretação da Libras/Português/Libras, conforme Decreto 5626/05 que regulamenta a Lei nº 10436 de 24 de abril de 2002 

As provas serão aplicadas, preferencialmente em instituições de ensino, nos seguintes municípios: Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Boa Vista/RR, Brasília/DF, Campo Grande/MS, Cuiabá/MT, Curitiba/PR, Dourados/MS, Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Itabuna/BA, João Pessoa/PB, Macapá/AP, Maceió/AL, Manaus/AM, Maringá/PR, Natal/RN, Palmas/TO, Porto Alegre/RS, Porto Velho/RO, Recife/PE, Rio Branco/AC, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, Santa Maria/RS, Santarém/PA, São Carlos/SP, São Cristovão/SE, São Luís/MA, São Paulo/SP, Teresina/PI, Uberlândia/MG, Vitória/ES e Volta Redonda/RJ

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Teatro


Em Jundiaí um grupo de surdos leva para os palcos a Língua Brasileira de Sinais.

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Alteridade


O significado da palavra alteridade possui o sentido de colocar-se no lugar do outro numa relação interpessoal junto com a consideração, valorização e dialogando com o outro.

A prática da alteridade leva ao ato da cidadania estabelecendo uma relação pacífica e construtiva com a diferença, conforme se identifique e aprenda a aprender com o contrário.

O choque sempre ocorre, a partir do momento em que duas ou mais culturas encontram-se, mas isso é necessário para que haja a troca de informações entre eles, numa relação interpessoal.


Quando falamos da cultura surda vemos a necessidade de despertar a sociedade para o descaso de grande parte das instituições públicas para com os Surdos. Não se pode pensar a alteridade de uma pessoa a partir de sua deficiência, isto seria aniquilar a própria essência do homem. Estamos falando de um ser humano, e não cabe ao outro julgá-lo por uma diferença sensitiva. 


O surdo, muitas vezes, é visto como inferior em relação àqueles que se dizem “normais”, ou seja, a alteridade é vista pelo prisma da falta ou da piedade, e não de um ponto de vista ético, do ponto de vista do humano.

O sinônimo da palavra “alteridade” é relação, interpessoal.

O antônimo da palavra "alteridade" é preconceito.