sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Matrículas abertas


Conteúdo
A rua
As diferentes ruas de um bairro e os sinais para os locais de comércio
Os sinais para a localização de um endereço
Os sinais e frases relacionadas ao dia-a-dia de um bairro
Sinais e frases relacionados à historia de um bairro
Apresentar os sinais para os serviços públicos do bairro e da cidade
Mostrar os diferentes tipos de bairro de uma cidade
Os direitos e deveres das pessoas em seu bairro
A cidade e o trânsito no Brasil
Mostrar os elementos que nos auxiliam a promover a segurança no trânsito
Apresentar as leis que regulamentam a segurança no trânsito
Apresentar as leis que regulamentam a carteira de habilitação da pessoa surda
Explicar os principais cuidados dos pedestres e veículos no trânsito
Apresentar as principais placas de sinalização
O código de trânsito em Libras

Conteúdo acadêmico
Os adjetivos na gramática da Libras
Os pronomes demonstrativos na gramática da Libras
As principais características da cultura surda
A acessibilidade na cidade para pessoas surdas
A história dos surdos
A identidade surda
Bilinguismo
A língua materna
Pedagogia surda
Como fazer transcrição


Certificado
Curso de extensão, com carga horária de 90 horas, emitido pela Megainfo e Universidade Federal de Uberlândia

Matrículas: até 16/09/2013
Início das aulas: 18/09/2013

Importante: Este módulo é direcionado ao aluno que conhece a gramática e o vocabulário básico da Libras.

Para confirmar a sua matrícula acesse AQUI


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O que é uma comunidade surda?


Uma comunidade é um sistema social geral, no qual um grupo de pessoas vivem juntas, compartilham metas comuns e partilham certas responsabilidades umas com as outras. 

Assim, uma comunidade surda é um grupo de pessoas que mora em uma localização particular, compartilha as metas comuns de seus membros e, de vários modos, trabalha para alcançar estas metas. 

Portanto, em uma comunidade surda pode ter também ouvintes e surdos que não são culturalmente surdos.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Curso Librasnet - Matrículas abertas


O curso LIBRASNET destina-se ao ensino da LIBRAS na sua gramática própria, de forma contextualizada, com o uso de frases e imagens. Dentro de um conceito inovador, todo o conteúdo foi desenvolvido com o objetivo de favorecer o aprendizado através de uma comunicação eficaz e espontânea e não apenas com o ensino de palavras isoladas.

A metodologia do curso se baseia no formato de um livro didático, iniciando a apresentação do conteúdo pela comunicação básica, como a própria identidade das pessoas, suas características físicas, seu nome, sua história e sua família, entre muitas outras situações presentes do nosso cotidiano.

Todos os sinais são apresentados através de recursos de animação (desenhos 2D), que permitem uma visualização mais detalhada dos sinais, bem como a sua repetição, pausa e ampliação, contemplando também a utilização de expressões faciais e corporais, fatores imprescindíveis no aprendizado da língua de sinais.

O LIBRASNET, além das ferramentas de comunicação do LMS toLearn, disponibilizará os seguintes recursos:

APRENDA MAIS – uma lista de sinais, relacionados ao tema da lição e que não foram apresentados no texto da mesma.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO: são oportunidades de avaliação que permitem ao tutor verificar o aprendizado dos temas trabalhados na lição.

APRENDA BRINCANDO: são atividades lúdicas, como jogos e atividades interativas que utilizam os sinais, palavras e imagens para o aluno fixar de maneira divertida os sinais aprendidos.

VOCÊ SABIA: neste tópico o aluno tem a oportunidade de conhecer mais sobre a estrutura da LIBRAS e outros temas importantes relacionados à surdez.

DICIONÁRIO DA LIÇÃO: este tópico apresenta todos os sinais animados da lição, os seus significados e as configurações de mãos.

Inscrições até 09/09/2013
www.megainfo.inf.br

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Como lidar com o surdo?


Faça contato visual. 

Fale sempre de frente para o deficiente auditivo e articule bem os lábios.

Não aumente o volume. Gritar não adianta nada. 

A expressão facial, não o volume da voz, é o mais importante para a comunicação com a pessoa surda.

Esteja atento ao momento certo. Só comece a falar com o deficiente auditivo quando ele estiver prestando total atenção a você.

O toque respeitoso faz parte da abordagem. Quando quiser começar uma conversa, cutuque a pessoa caso ela não esteja olhando para você.

Fonte

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Hand Talk



O surdo não é um ouvinte com defeito. São mais de 6 milhões de surdos que vivem em um mundo paralelo, sem som, sem canção, sem acordes, sem notas. Apenas um grande silêncio. Vivem em um mundo surdo, mas a sua língua materna – Libras – permite que criem poesias, romances e textos teatrais. Cantam em Libras. Podem falar de seus sonhos, desejos e esperanças com as mãos e com o corpo. E enfrentam enormes dificuldades em um país monoglota (até mesmo as línguas indígenas desapareceram) e onde todas as informações são passadas em Português.

E quem conhece a luta dos surdos pelo direito ao uso da sua língua materna aplaude toda e qualquer iniciativa que venha colaborar para a aproximação entre ouvintes e surdos. Uma empresa acaba de lançar um APP gratuito que converte conteúdos em áudio, textos digitais e fotografados para a Língua Brasileira de Sinais. O HAND TALK foi eleito pela ONU o melhor aplicativo para a inclusão social e você pode usa-lo em seu tablete ou smartphone.

O produto possui inúmeros recursos e o usuário deve usar principalmente na tradução de palavras isoladas uma vez que ele não possui o recurso de tradução de Libras em contexto, o que pode comprometer o entendimento entre os usuários.


Para maiores informações acesse http://www.handtalk.me/app

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Lei de cotas





É notório que o sistema de cotas que empregam pessoas com deficiências no mercado de trabalho não é cumprida pelos empregadores na sua totalidade. Há informações que a maioria dos empresários só empregam pessoas com deficiências leves e com qualificação profissional. A maioria dos cadeirantes, os com déficit intelectual, cegos e surdos são rejeitados. 

Quando as cotas não são preenchidas alega-se que não há candidatos disponíveis; um verdadeiro “jogo de empurra” que as autoridades competentes “engolem”. Existem ONGs que capacitam essas pessoas, mas na hora de empregá-las sempre são escolhidas as que têm melhores condições motoras.


A reportagem completa você lê AQUI

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Leituras


O livro “A Queda - As Memórias de um Pai em 424 Passos”, de Diogo Maionardi traz a emocionante jornada ao lado do filho Tito, hoje com 11 anos vítima de um erro médico grosseiro que levou a uma paralisia cerebral e tem sérias restrições motoras que comprometem os movimentos das mãos e das pernas e também a fala.

Eu conto seus passos, um por um, narra o pai. Ele sempre cai. Ele sempre cai gargalhando, escreve. Tito deu 16 passos seguidos em 2005. Batia seus próprios recordes a intervalos de meses, sempre seguido pelo pai, atento a qualquer movimento em falso: após os 16 passos, alcançou 27, e então 44, 71, depois 118. Em 11 de janeiro de 2008, foram 359 passos. Assim, Tito atingiu a marca mais incrível de sua ainda curta caminhada – 424 passos. O número inspirou um livro e Mainardi parou de contar. E é ele quem diz “Saber cair tem muito mais valor do que saber caminhar”.

domingo, 11 de agosto de 2013

sábado, 10 de agosto de 2013

Imperdível



A instrumentista escocesa Evelyn Glennie tocou com estrelas como Björk. Já participou de shows de astros como Elton John e Sting. Em palco diametralmente oposto ao universo pop, é aclamada por alguns dos principais maestros da atualidade e acompanha consagradas orquestras.

Evelyn, de 48 anos, é mesmo especial: ela não ouve. Desde criança, desenvolveu talento para captar corporalmente as vibrações sonoras e transformá-las em música. “Vejo o meu corpo como um grande ouvido”, resume. A deficiência auditiva não representa empecilho para ela.

Dia 20, a percussionista vai tocar pela primeira vez em Belo Horizonte. Ela fará concerto solo no Teatro Bradesco, depois de se apresentar com a Orquestra da USP, em São Paulo. A escocesa chega ao país cercada de expectativas.


Dia 20, às 20h. Teatro Bradesco, Rua da Bahia, 2.244, Centro. Ingressos: R$ 50 (inteira). Informações: (31) 3516-1360.

Maiores informações AQUI

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Vitória histórica


80% da Conferência das Pessoas com Deficiência apoiam Escolas Bilíngues para Surdos e 70% reprovam política de inclusão conservadora da Secadi.

Veja AQUI a reportagem completa

domingo, 9 de dezembro de 2012

Pinacoteca lança videoguia sobre obras para surdos


Os contornos da escultura de bronze "Guanabara", de uma mulher deitada, ganharam novos sentidos para a professora Luana Nascimento Figueiredo, 27, em visita à Pinacoteca. "Agora entendi o que inspirou o artista Alfredo Ceschiatti [1918-89]. Reparei nas curvas que representam o corpo de uma índia. Me lembrei do Pão do Açúcar, de quando fui para o Rio."

Luana tem surdez profunda e não ouve nem com a ajuda de aparelhos. Assim, nunca pôde usar audioguias, comuns em museus. Na semana passada, porém, ela esteve na Pinacoteca e testou o videoguia que o local lança hoje (9/12/2012), em que uma intérprete explica obras em Libras (Língua Brasileira de Sinais).

No videoguia, há a descrição de 17 obras do acervo, como "O Mestiço", de Cândido Portinari, e "O Importuno", de Almeida Junior. O equipamento, chamado Orpheu e importado da França, pode ser retirado gratuitamente na recepção do museu.

"A primeira forma de comunicação dos surdos é em Libras e depois em português. Para oferecer acessibilidade, é preciso estimular os outros sentidos com o objetivo de compreender a arte", afirma Amanda Tojal, 57, coordenadora do Programa Educativo para Públicos Especiais do museu.

Além da Pinacoteca, outros endereços oferecem opções para deficientes físicos, auditivos e visuais, uma parcela da população que está crescendo. O número de pessoas com algum tipo de deficiência quase dobrou no país em uma década. Em 2000, eram 24,5 milhões, e em 2010, 45,6 milhões, segundo o IBGE. Na capital paulista, são 2,7 milhões, que somam cerca de 25% da população da capital.

"Com o aumento da expectativa de vida, o envelhecimento pode acarretar perda de visão, audição e locomoção. Nos centros urbanos, a violência também pode causar danos físicos", diz Cláudia Cotes, 44, da ONG Vez da Voz e uma das autoras do "Guia de Acessibilidade Cultural" (www.acessibilidadecultural.com.br ).

O Itaú Cultural estreou seu videoguia em Libras em setembro --iPads e iPods trazem vídeo em que surdos percorrem o espaço descrevendo obras.
"Para um surdo, ir ao museu pode ser muito chato porque vejo as obras, mas não entendo o significado. Às vezes, há um texto. Compreendo alguma coisa, mas minha primeira língua é Libras", disse Felipe Nicasttro Correia da Silva, 23, assistente-administrativo, ao visitar o local no mês passado.

Já no Museu de Microbiologia, do Instituto Butantan, o desafio foi tornar micro-organismos visíveis para cegos. O programa MicroToque, aberto em outubro, oferece modelos tridimensionais de vírus, bactérias e outros.

Se algumas instituições investem em recursos, boa parte nem deu o primeiro passo. "Embora tenha aumentado, mais da metade dos museus de São Paulo não oferece acessibilidade", afirma Viviane Sarraf, 34, diretora da Museus Acessíveis, que presta consultoria a equipamentos culturais.

A questão financeira, diz, é a maior barreira. Para gravar conteúdo no audioguia ou no videoguia, o custo varia de R$ 3.500 a R$ 12 mil. Mudanças estruturais num prédio são mais caras, ainda mais se o imóvel for tombado.
No Museu Paulista, conhecido como Museu do Ipiranga, não há acesso para cadeirantes por elevador ou rampa. O projeto de reforma arquitetônica é prometido ainda para este ano. "Como o edifício é tombado, é necessário um estudo para preservar sua estrutura, de 120 anos", explica Sheila Walbe Ornestein, diretora do museu. Depois, o projeto deverá ser aprovado nos órgãos de defesa do patrimônio: Conpresp (municipal), Condephaat (estadual) e Iphan (federal).

Eventos esportivos podem dar um empurrãozinho. "Um dos principais legados que os museus deverão constituir com eventos como a Copa é a completa adequação para o atendimento de todos os públicos. Vários recursos já são pensados nessa direção", diz o secretário estadual da Cultura, Marcelo Araujo. Com isso, a Casa das Rosas deverá ganhar uma rampa e o Museu Afro Brasil, audioguia e videoguia.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Prolibras


O Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, através da Comissão Permanente do Vestibular - COPERVE, declara que estarão abertas até o dia 05 de dezembro de 2012, as inscrições para a sexta edição do Exame Nacional para Certificação de Proficiência no uso e no ensino da Libras e para Certificação de Proficiência na tradução e interpretação da Libras/Português/Libras, conforme Decreto 5626/05 que regulamenta a Lei nº 10436 de 24 de abril de 2002 

As provas serão aplicadas, preferencialmente em instituições de ensino, nos seguintes municípios: Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Boa Vista/RR, Brasília/DF, Campo Grande/MS, Cuiabá/MT, Curitiba/PR, Dourados/MS, Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Itabuna/BA, João Pessoa/PB, Macapá/AP, Maceió/AL, Manaus/AM, Maringá/PR, Natal/RN, Palmas/TO, Porto Alegre/RS, Porto Velho/RO, Recife/PE, Rio Branco/AC, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, Santa Maria/RS, Santarém/PA, São Carlos/SP, São Cristovão/SE, São Luís/MA, São Paulo/SP, Teresina/PI, Uberlândia/MG, Vitória/ES e Volta Redonda/RJ

Maiores informações AQUI

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Teatro


Em Jundiaí um grupo de surdos leva para os palcos a Língua Brasileira de Sinais.

Veja AQUI

Alteridade


O significado da palavra alteridade possui o sentido de colocar-se no lugar do outro numa relação interpessoal junto com a consideração, valorização e dialogando com o outro.

A prática da alteridade leva ao ato da cidadania estabelecendo uma relação pacífica e construtiva com a diferença, conforme se identifique e aprenda a aprender com o contrário.

O choque sempre ocorre, a partir do momento em que duas ou mais culturas encontram-se, mas isso é necessário para que haja a troca de informações entre eles, numa relação interpessoal.


Quando falamos da cultura surda vemos a necessidade de despertar a sociedade para o descaso de grande parte das instituições públicas para com os Surdos. Não se pode pensar a alteridade de uma pessoa a partir de sua deficiência, isto seria aniquilar a própria essência do homem. Estamos falando de um ser humano, e não cabe ao outro julgá-lo por uma diferença sensitiva. 


O surdo, muitas vezes, é visto como inferior em relação àqueles que se dizem “normais”, ou seja, a alteridade é vista pelo prisma da falta ou da piedade, e não de um ponto de vista ético, do ponto de vista do humano.

O sinônimo da palavra “alteridade” é relação, interpessoal.

O antônimo da palavra "alteridade" é preconceito.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Libras

Inicialmente os ouvintes tendem a acreditar que a Língua de Sinais é uma adaptação da Língua Portuguesa, porém estudos comprovam que a Libras teve forte influência da Língua Francesa de Sinais.

No século XIX, com o advento da Família Real Portuguesa no Brasil fundou-se o primeiro Instituto dos Surdos-Mudos no Rio de Janeiro a pedido do então Imperador Dom Pedro II, não que ele estivesse interessado unicamente pela bondade e razão, mas porque sua filha Princesa Isabel concebera uma criança surda.

O primeiro surdo alfabetizado e professor que se tem história no Brasil foi Huet, ex-aluno do Instituto de Paris, a partir dele a Língua Francesa de Sinais chegou ao Brasil e começou a dar forma à Língua Brasileira de Sinais, assim a Libras não teve influência direta de uma língua com modalidade Oral-auditiva, mas sim espaço-visual, concluindo que cada língua tem origens baseadas em outras línguas de mesma modalidade.

A Língua de Sinais Brasileira mais conhecida como Libras, assim como nas línguas orais possui gramática bem como parâmetros que são:

Configuração de mãos: são formas das mãos que podem fazer parte da datilologia ou não, na maioria das vezes (pelos destros) utiliza-se a mão direita, quando canhoto, a mão esquerda e dependendo do sinal poderá utilizar as duas mãos;

Ponto de articulação: é o lugar onde a mão configurada é posicionada, podendo ser o espaço neutro, ou alguma parte do corpo;

Expressão facial e/ou corporal: as expressões faciais e corporais são de fundamental importância para o entendimento do sinal correspondente na língua oral a entonação de voz;

Orientação/direção: os sinais têm uma direção com relação aos parâmetros já mencionados. Os mesmos estão relacionados à palma da mão.

Movimento: o sinal pode ou não apresentar movimento.

Os cinco parâmetros podem ser apresentados também por siglas:

CM: configuração de mãos;

PA: ponto de articulação;

M: movimento;

EF/C: expressão facial e corporal;

O: orientação.

O alfabeto datilológico não constitui sinais, mas faz parte das configurações de mãos, assim é errôneo utilizar empréstimos linguísticos a todo o momento e afirmar que está utilizando Libras.

Percebemos então que a Libras não compartilha dos mesmos parâmetros da Língua Portuguesa, ambas são independentes e tiveram suas raízes linguísticas bem diferentes, o que acontece na maioria das vezes são comparações por parte dos ouvintes para melhor entendimento da Libras, daí a concepção que uma é a versão da outra em sinais ou oralidade.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A escola inclusiva



Um terço dos municípios brasileiros não tem sequer uma escola apta a receber pessoas com deficiência em sua rede própria de ensino. A constatação é pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) junto à administração dos 5.565 municípios brasileiros.

Apesar de alto, o percentual de 33,6% representa um avanço em relação a 2009, quando quase metade (47,2%) das redes municipais de educação não tinham escolas preparadas para receber essa parcela da população, seja por conta da estrutura física inadequada ou pela falta de recursos pedagógicos específicos e professores habilitados.

De acordo com o IBGE, a situação é mais grave na região Norte, onde em 2011 50,8% das prefeituras não tinham nem mesmo uma escola com essas características na rede municipal. O cenário era melhor na região Sul, onde apenas 28,5% dos municípios enfrentavam o mesmo problema.

A pesquisa também mostrou que a situação varia de acordo com o tamanho da população. No caso das cidades com mais de 500 mil habitantes, todas dizem ter pelo menos uma escola adaptada. Ao mesmo tempo, apenas 48,6% das cidades com até cinco mil habitantes estão nessa situação.

O acesso de pessoas com deficiência à educação é um direito garantido pela Constituição Federal de 1988.

domingo, 18 de novembro de 2012

Brincar e aprender



A empresa SignLanguageDoll , localizada nos EUA (Califórnia), lançou bonecos articulados com o objetivo de melhorar as habilidades de comunicação das crianças surdas, com o uso da língua de sinais .

De forma divertida, as crianças são apresentadas à língua de sinais e aos bonecos com aparelhos auditivos e implantes cocleares, facilitando assim a incorporação destes recursos ao universo das crianças surdas.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Caminhos da Inclusão



A UFRJ sediará entre os dias 26 e 28 de novembro de 2012 o Simpósio Caminhos da Inclusão.

Estão confirmados quatro convidados internacionais, entre eles, Brian Nolan, do Institute of Technology Blanchardstown, Dublin, Irlanda.

Programação.

Dia 26 de novembro (segunda-feira)

9h – Abertura – Rita de Cássia Gomes, diretora da Divisão de Inclusão, Acessibilidade e assuntos Comunitários (DINAAC/UFRJ), Mario Alberto Cardoso Neto diretor do IBqM- UFRJ, Robson Queiroz Monteiro coordenador de Pós-Graduação do IBqM, Mauro Pavão coordenador de Extensão do IBqM e Vivian M Rumjanek responsável pelo projeto “Inclusão do surdo através do conhecimento científico” no IBqM-UFRJ.

9h15 – 10h – Wilma Favorito – Faculdade Bilíngüe de Pedagogia, Instituto Nacional de Educação de Surdos, Rio de Janeiro, RJ. A formação de professores bilíngues (LIBRAS-Língua portuguesa) para atuar com alunos surdos: a experiência inovadora do INES.

10h15 – 11h – Brian Nolan – Institute of Technology Blanchardstown, Dublin, Irlanda. The Challenges and Problems of Delivering Deaf Studies Curricula at Third Level in Ireland: Our Achievements and Successes.

11:00 – 11:45h – Rachel O´Neill – University of Edinburgh, Edimburgo, Escócia. Exploring the factors which lead to academic success for deaf pupils.

11h45 – 12h30 – Audrey Cameron – University of Edinburgh e Gary Austin Quinn – Heriot-Watt University, Edimburgo, Escócia. Scientific and linguistic aspects of the development of a science glossary in British Sign Language.

14h30 – 15h – Deize Vieira dos Santos – Faculdade de Letras, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ. A formação do professor surdo na área de Letras, na UFRJ.

15h – 15h30 – Helena Carla Castro – Instituto de Biologia , Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ. A surdez e a Universidade: Desafios e Perspectivas na Universidade Federal Fluminense.

15h45 – 16h15 – Sandra Rodrigues Mascarenhas – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB. Ciência para surdos: a compreensão do silêncio.

16h15 – 16h45 – Vivian M Rumjanek – Universidade Federal do Rio de Janeiro, RJ. Encontros e Desencontros – procurando conhecer o aluno surdo. 

Dia 27 de novembro (terça-feira)

8h30 – 9h – Karin Strobel- Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC. Como ter acesso e preparar material didático bilingue Libras/Portugues para os alunos em inclusão?

9h – 9h30 – Paulo André Bulhões, colaborador do IBqM, Belo Horizonte, MG. As realidades na ascensão social para os surdos acadêmicos.

9h30 – 10h30 – Audrey Cameron – University of Edinburgh e Gary Austin Quinn – Heriot-Watt University, Edimburgo, Escócia. Science is fun!

10h45 – 11h15 – - Roberta Gomes – Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), Rio de Janeiro, RJ. Papel do Assistente Educacional em Libras

11h15 – 12h – Mesa Redonda: Dificuldades enfrentadas pelo surdo na Universidade.

- Vanessa Pinheiro – Graduada em Arquitetura e Letras – O enfrentamento do Ensino Superior: Presencial e à Distância.

- Isabella Queiroz – Graduada em Biologia – Dificuldades e desafios no curso de biologia.

- Clarissa Guerretta – Graduada em Letras – A Universidade: Possibilidades e Desafios.

14h30 – 15h30 – Mesa Redonda: Inserção do Surdo com nível superior no mercado de trabalho. Experiência pessoal.

- Flávio Milani – representando a área de Design; 
- Heloise Gripp – representando a área de Letras; 
- Fabiola Saudan – representando a área de Biologia; 
- Valdo Ribeiro da Nóbrega – representando a área de Artes Cênicas

15h45 – 16h15 – Marianne Stumpf – - Coordenadora de Letras LIBRAS, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC. Trajetória de uma acadêmica surda.

16h15 – 16h45 -Mesa redonda: A experiência do LADICS e expectativas.

- Lorena Assis Emidio, Bruno Baptista dos Santos, Evely da Silva Cazé, Alexandre Soares Fernandes, Deleon Baptista Ferreira.

16h45 -17h – Discussão Plenária


Dia 28 de novembro (quarta-feira)

8h30 – 9h – Fernando Portes – Faculdade do Futuro, Manhuaçu, MG. A difusão de Libras em cidades do interior: Oportunizando aos surdos a uma aprendizagem acessível.

9h – 9h30 – Gildete Amorin – Presidente da Febrapils, Presidente da Apilrj, Rio de Janeiro. A Importância dos Cursos de Formação de Tils na área da Saúde

9h30 – 10h – Vanessa Martins – Unicamp, Campinas, SP. Os paradoxos da inclusão de surdos com intérprete de língua de sinais: a posição-mestre como recriação ativa no ensino.

10h15 – 11h – Mesa redonda: Um novo papel para o intérprete? – Alexandre Gonçalves – Tiago Batista – Felipe Giraud

11h – 11h30 – Depoimentos: O papel do intérprete na Faculdade de Letras da UFRJ - Dafny Saldanha Hespanhol – Luiz Cláudio da Silva Souza

11h30- 12h15 – Discussão Plenária

14h30 – 15h45 – Mesa Redonda: A importância de Glossários específicos - Julia Barral, Flavio Eduardo Pinto da Silva, Joana Saldanha.

16h – 16h15 – Daniel Enes -Apresentação do site Legendas Libras

16h15- 16h45- Discussão Plenária – Adaptando-se ao processo da inclusão do surdo

16h45 – Mauro Pavão e Vivian M Rumjanek – Encerramento do Simpósio.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Comunicação entre surdos e ouvintes



A melhor forma de mantermos a comunicação com surdos é por meio da Libras (Língua Brasileira de Sinais). Porém, como nem sempre isso é possível, existem outras formas eficientes de se comunicar com os deficientes auditivos. É muito importante estabelecer esta comunicação e algumas recomendações são necessárias para melhorar o diálogo com os surdos. Confira: 

Fale de frente

A expressão "o corpo fala" faz ainda mais sentido com os surdos. A percepção visual dos surdos é mais aguçada e eles conseguem captar a mensagem, seja pela leitura labial ou mesmo pela expressão facial.

Faça frases curtas

A Língua dos Surdos é bem menos complexa que a Língua Portuguesa. Portanto, quanto mais objetiva a mensagem, mas fácil fica o entendimento dos surdos.

Seja expressivo

Uma pessoa com deficiência auditiva consegue compreender as emoções transmitidas nas mensagens, por meio de nossas expressões faciais e corporais. É essencial fazer gestos, mímicas, acenar e até tocar na pessoa para chamar sua atenção. Fale devagar e gesticule bem a boca na hora de falar.

Não altere o tom de voz
Um dos maiores erros é gritar com surdos. Além de o esforço ser em vão, já que ele não vai ouvir, o surdo pode entender que a pessoa está brava e quem grita transmite à pessoa surda uma sensação de agressividade, o que gera ansiedade e nervosismo.

Tente a comunicação escrita

Quando a mensagem fica muito complicada para ser transmitida, usar da comunicação escrita pode ser uma boa solução. Os especialistas recomendam fazer desenhos ou até escrever para facilitar a comunicação. O estímulo visual é de fácil entendimento e os surdos entendem placas, símbolos e desenhos.

Demonstre interesse e tenha paciência

Os surdos se sentem valorizados quando outras pessoas se aproximam na tentativa de estabelecer comunicação. Por isso, tenha calma e insista na comunicação.

Se for você quem não entende...

Se você não entende o que a pessoa surda está tentando dizer, o melhor caminho é não fingir. Demonstre que não entendeu e peça para que o surdo explique novamente.


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Palestra



No dia 21 de novembro, às 15h, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos promoverá uma palestra gratuita sobre perda auditiva. Com o objetivo de orientar a população sobre os problemas auditivos, o evento é aberto ao público e também poderá ser acompanhado pelo Facebook ou pelo chat do hospital.

A otorrinolaringologista Iulo Barúna esclarecerá dúvidas sobre o aumento dos casos de surdez, além de falar sobre as causas mais comuns, sintomas e formas de tratamento.

Interessados devem se inscrever pelo telefone (11) 5080-4127 ou 5080-4351.

O Complexo Hospitalar fica na rua Borges Lagoa, 1.450, Vila Clementino, próximo ao Parque do Ibirapuera.